Três anos. Foi esse o tempo de que Asize Topal precisou para passar de uma jovem que nunca tinha pensado fazer rádio para uma das novas vozes das manhãs da Renascença. Depois de conquistar o seu espaço na Cidade FM, a comunicadora aceitou um desafio que, admite, nunca esperou receber tão cedo. Entre a mudança de casa, a parceria com José Coimbra e a vontade de continuar a ser a mesma pessoa, uma coisa é certa: a rádio continua a fazer-se de pessoas, e a Renascença, agora, também se faz de Asize Topal.
Curiosamente, a rádio nem sequer fazia parte do plano inicial da mesma. O primeiro sonho passava pela moda e foi a participação no “Cabelo Pantene” que acabou por lhe abrir outras portas. Isto porque, ao acompanhar o trabalho dos apresentadores durante o programa, percebeu que a comunicação também podia ser o seu caminho. “Disseram-me que tinha voz de rádio, e acabei por tirar um curso de apresentação para televisão e rádio. Fiz um workshop na Cidade FM e foi aí que tudo começou”, começou por explicar à MAGG.
Foi precisamente nessa casa que o público começou a conhecê-la, antes da surpreendente mudança para a Renascença. Um convite que, admitiu, a apanhou completamente desprevenida. “Fiquei chocada. Estava há muito pouco tempo na Cidade FM e pensei ‘como assim a Renascença está a reparar em mim?’. Achava que ainda tinha de estar mais cinco ou seis anos até alguém reparar no meu potencial”, revelou. No entanto, a ideia de comunicar para um público diferente trouxe-lhe inseguranças e muitas dúvidas.
“Estava com muito medo do feedback dos ouvintes, de terem uma voz mais jovem a falar com eles. Mas aconteceu exatamente o contrário. Têm sido super queridos, dão-me imenso apoio e estou mesmo muito feliz por estar a criar esta ligação. Hoje sinto que fiz a escolha certa”, disse Asize Topal. Mas apesar da mudança de casa, a locutora nunca quis deixar para trás aquilo que a distingue enquanto comunicadora, e acredita que isso também é uma mais valia para a Renascença.
“Tenho mais cuidado na escolha dos temas que trago para a Renascença, porque sei que há assuntos ou artistas que não funcionam. Ao mesmo tempo, faço questão de continuar a ser eu própria. Se acredito que um tema é interessante, trago-o na mesma. Acho que é isso que também posso acrescentar: trazer perspectivas diferentes e surpreender os ouvintes. Gosto da ideia de alguém chegar a casa e comentar com os filhos ou os netos um tema que ouviu na rádio”, explicou.
No entanto, algo que acontecia antes e que deixou de acontecer foram as emissões feitas apenas por Asize Topal – agora, a jovem divide as manhãs com José Coimbra, uma voz bem conhecida da rádio Renascença. E a químimca surgiu mais depressa do que ambos conseguiriam prever. “Logo nas primeiras emissões sentimos que parecia que já trabalhávamos juntos há muito tempo. Passei quase um mês a acompanhar o José e fomo-nos conhecendo um ao outro. Percebemos que temos muitos gostos em comum”, continuou.
E tudo indica que o elogio é recíproco, digamos. Na altura em que a MAGG entrevistou Asize Topal, José Coimbra também estava presente e admitiu a parceria rapidamente excedeu todas as suas expectativas. “Tem sido uma grande surpresa. Fazer rádio a dois é sempre muito mais exigente, mas houve uma química imediata. Para mim, tem sido maravilhoso. Estou a adorar a experiência. A Asize é incrível”, disse o locutor. Assim, pode esperar toda esta cumplicidade e mais alguma das 10 às 13 horas todos os dias, que a dupla promete animar todos os ouvintes.
Até porque, numa altura em que os podcasts, o streaming e as redes sociais disputam a atenção do público, Asize Topal acredita que a rádio continua a ter algo que nenhuma plataforma consegue substituir: a proximidade humana. “O que faz as pessoas ligarem a rádio são as pessoas que estão aqui. Nós acabamos por ser um amigo dentro do carro ou dentro de casa. Quando um ouvinte me diz que lhe fazemos companhia durante o dia, isso enche-me o coração”, admitiu.
É, portanto, essa relação de proximidade que quer continuar a construir nos próximos anos, sem criar personagens e sem perder a espontaneidade que a levou até a esta nova aventura. “Aprendi que as coisas não acontecem por acaso e que é preciso esforço, e que quero continuar a ser eu própria. Não quero que as pessoas me ouçam na rádio e depois, quando me conhecerem, sintam que sou outra pessoa. Quero que a pessoa que está ao microfone seja exatamente a mesma da vida real, que já é”, rematou.












