O espaço “Manhã sem Preconceitos”, emitido a 22 de julho no “Dois às 10”, continua a dar que falar e o caso chegou mesmo aos reguladores. Em causa esteve a conversa com a criadora de conteúdos digitais Ana Rita Barros, de 23 anos, que fez com que o apresentador tecesse inúmeros comentários que geraram discórdia imediata, como “não acho que sejas feliz desta forma a nível de saúde” ou “não posso apresentar um programa onde se normalize que alguém com 120 quilos está bem”.
A reação da jovem não tardou. Nas redes sociais, a influenciadora partilhou um desabafo no TikTok onde admitiu ter-se sentido desconfortável no estúdio. “Sinto que fui um bocadinho atacada. Fui convidada para estar lá e senti-me mesmo atacada, principalmente pelo Cláudio Ramos, numa de quase preconceito”, desabafou aos seguidores.
A vaga de indignação levou dezenas de telespectadores a apresentarem queixa formal à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que confirmou ter recebido 34 participações contra Cláudio Ramos, no seguimento das várias afirmações que fez no âmbito da rubrica do programa da manhã, de acordo com o “Correio da Manhã”.
Segundo a mesma publicação o organismo regulador confirmou que as participações “encontram-se em apreciação pelos serviços” e que a decisão final será tornada pública no sítio eletrónico da entidade, como é habitual. Isto acontece depois de, este domingo, 26 de julho, Cláudio Ramos ter defendido a sua postura, recusando as acusações de preconceito e sublinhado a importância da liberdade de expressão.
“Parece que de repente o mundo se divide entre gordos e magros, mas não. O mundo divide-se entre boas e más pessoas”, começou por escrever, garantindo que o seu foco está apenas em que as pessoas sejam “livres e felizes”.
Ainda assim, o apresentador manteve a sua posição em relação ao tema em debate: “Convém lembrar que a obesidade é uma doença e um dos enormes problemas que a OMS luta para combater. Obviamente não acho que a felicidade se defina pelo peso da balança, mas é um problema de saúde”, justificou, acrescentando que fala por “experiência própria”, devido aos seus próprios problemas de saúde.






