Está perto do fim o processo de violência doméstica instaurado por Susana Silva contra António Pedro Cerdeira. Devido às férias judiciais, a próxima sessão será apenas a 9 de outubro e será a vez do ator dar a sua versão dos factos. Ricardo Serrano Vieira, o representante legal, garante que o seu cliente vai-se apresentar com todas as armas e acredita profundamente na absolvição do mesmo.
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“Nós, em termos de estratégia, decidimos que o António seria o último a falar. Ele irá falar no dia 9 e vai contar realmente o que é que aconteceu. Há aqui uma informação que vamos juntar ao processo, de que ela esteve internada na Suíça com problemas psicológicos graves, problemas de saúde mental, depois com o consumo excessivo de álcool faz uma mistura explosiva”, diz, em exclusivo à TV 7 Dias.
“As contradições são tantas que o António vai reforçar essa posição. O António vai não só desmenti-la como vai também demonstrar que as suas declarações associadas às declarações das testemunhas com o que está no processo, é impossível as coisas terem acontecido da forma como ela diz que aconteceram”, acrescenta, dando como exemplo o depoimento de uma proprietária de uma clínica de estética onde o ex-casal fazia tratamentos.
“Todas as testemunhas que têm vindo a julgamento têm-na desmentido”
“As fotografias que ela juntou ao processo, esta testemunha acabou por dizer que não são fotografias com vermelhões ou hematomas de agressões, mas sim das operações que ela fez e explicou uma por uma. O que bate certo com o que sempre pensámos, que o António nunca bateu nela”. Ainda relativamente a estas imagens, Ricardo Serrando Vieira revela que “há um conjunto de fotografias que foram juntas ao processo que ela juntou por email, mas não juntou o ficheiro, ou seja, nós não sabemos quando é que elas foram tiradas o que, desde início, suscitou muitas dúvidas”.
Mas vai ainda mais longe. “Todas as testemunhas que têm vindo a julgamento têm-na desmentido. Todas sem exceção. Todas dizem que ela tinha problemas graves de alcoolismo, tinha problemas sérios em termos de personalidade e que o António se sentia envergonhado com o comportamento dela”, esclarece.
Caso seja absolvido, o advogado acredita que o seu cliente venha a “instaurar uma ação cível de responsabilidade civil por danos causados à sua imagem. Ou seja, deixamos que este decorra até ao seu trânsito em julgado e, sendo absolvido, como é a nossa expectativa, pode instaurar uma ação de responsabilidade civil na perspetiva de reparar os danos que causou mediante o pagamento de um valor”.
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Textos: Carla Ventura (carla.ventura@impala.pt) Fotos: Arquivo Impala





