Durante o verão, passamos horas expostos ao sol para conquistar o tão desejado bronze. Muitos de nós já estamos conscientes da importância de aplicar — e reaplicar — protetor solar nestes momentos. Quando o sol se põe e regressamos a casa, depois do banho, recorremos habitualmente ao creme hidratante para repor a hidratação. Mas e se lhe dissermos que os danos causados pela radiação UV no ADN das células da pele não terminam quando saímos do sol? Segundo Daniel Teles, farmacêutico e Product Manager da Cantabria Labs, “os processos biológicos desencadeados pela radiação UV continuam durante várias horas” e podem ter consequências na nossa pele. É caso para dizer que “a proteção da pele não deve terminar quando termina a exposição solar”. Neste contexto, os cuidados pós-solares — pouco valorizados e vistos, por muitos, como desnecessários — assumem um papel fundamental na recuperação da pele, incorporando ativos que ajudam a acalmar a pele, reduzir o stress oxidativo e apoiar os mecanismos fisiológicos de reparação desencadeados pela radiação UV.
Daniel Teles, farmacêutico e Product Manager da Cantabria Labs, em entrevista
Os danos causados pela radiação UV no ADN das células da pele não terminam quando saímos do sol?
Não. Embora a exposição solar termine quando deixamos de estar ao sol, os processos biológicos desencadeados pela radiação UV continuam durante várias horas. A radiação ultravioleta induz danos diretos no ADN, como a formação de dímeros de pirimidina ciclobutano (CPDs), e ativa mecanismos de stress oxidativo e inflamação que podem perpetuar a lesão celular mesmo após a exposição. (1)
Por este motivo, a proteção da pele não deve terminar quando termina a exposição solar. Os cuidados pós-solares assumem um papel importante na recuperação cutânea e no apoio aos mecanismos naturais de reparação.
Mas como é que isto acontece?
A radiação UV atua através de dois mecanismos principais. Por um lado, provoca danos diretos no ADN, levando à formação de lesões como os CPDs, que alteram a estrutura normal do material genético. Por outro, gera espécies reativas de oxigénio (ROS), responsáveis pelo stress oxidativo, que danifica proteínas, lípidos e o próprio ADN. (2,3)
Após a exposição, estes processos inflamatórios e oxidativos continuam ativos, pelo que a pele permanece biologicamente “afetada”, apesar de já não estar sob ação direta do sol.
Quais as consequências destes danos?
Quando os danos no ADN não são corretamente reparados, podem ocorrer mutações celulares que, ao longo do tempo e após exposições repetidas, aumentam o risco de desenvolvimento de cancro cutâneo.
Além disso, a exposição solar contribui para o fotoenvelhecimento, caracterizado pelo aparecimento de rugas, perda de elasticidade, alterações da pigmentação e degradação das fibras de colagénio e elastina. A inflamação persistente compromete ainda a função barreira da pele, favorecendo desidratação e sensibilidade cutânea.
Como nos podemos proteger?
A proteção deve ser encarada de forma integrada.
Inclui:
- utilização diária de um fotoprotetor de amplo espetro (UVA, UVB e, idealmente, luz visível e infravermelha);
- aplicação em quantidade adequada e reaplicação frequente;
- utilização de roupa, chapéu e óculos de sol;
- evitar a exposição nas horas de maior intensidade solar;
- complementar a proteção com cuidados pós-exposição que apoiem a recuperação da pele.
A fotoproteção é fundamental para prevenir os danos, mas sabemos hoje que a reparação da pele após a exposição também constitui uma estratégia importante.
Além da proteção solar, há cuidados a ter na pós-exposição?
Sim. Após a exposição solar, é importante ajudar a pele a recuperar.
Os cuidados incluem:
- limpeza suave para remover resíduos de sal, cloro e impurezas;
- hidratação intensa para restaurar a barreira cutânea;
- utilização de produtos calmantes e antioxidantes;
- sempre que possível, recorrer a fórmulas que contribuam para apoiar os mecanismos de reparação dos danos induzidos pela radiação UV.
Este conceito representa uma evolução relativamente aos tradicionais cuidados pós-solares, que eram essencialmente hidratantes.
Os cuidados pós-solares fazem mais do que hidratar a pele? Para que servem exatamente?
Sim. Atualmente, um pós-solar moderno deve ir além da hidratação.
Idealmente, deve:
- reduzir a sensação de calor e desconforto;
- ajudar a restaurar a função barreira;
- combater o stress oxidativo;
- contribuir para limitar a vermelhidão;
- apoiar os mecanismos naturais de reparação dos danos provocados pela radiação UV.
O Heliocare After Sun UV Repair integra esta abordagem inovadora através da tecnologia ASPA-Fernblock®, que contribui para a reparação dos danos no ADN induzidos pela radiação UV, reduz a formação de CPDs e ajuda a preservar os recetores da vitamina D, uma abordagem diferenciadora no cuidado pós-exposição. (4,5)
Heliocare After Sun UV Repair
Qual a diferença de um creme hidratante?
Um hidratante convencional tem como principal objetivo fornecer água e lípidos à pele, reduzindo a perda de água e melhorando a hidratação. Um pós-solar especificamente desenvolvido para a recuperação da pele após a exposição solar vai mais longe, incorporando ativos que ajudam a acalmar a pele, reduzir o stress oxidativo e apoiar os mecanismos fisiológicos de reparação desencadeados pela radiação UV.
Ou seja, hidratar continua a ser importante, mas não é suficiente para responder a todas as alterações induzidas pelo sol.
Que ingredientes deve conter um pós-solar?
Idealmente, um bom cuidado pós-solar deve combinar diferentes tipos de ingredientes:
- agentes hidratantes, como glicerina ou ácido hialurónico;
- ativos reparadores da barreira cutânea;
- ingredientes calmantes, como pantenol, alantoína ou aloe vera;
- antioxidantes que neutralizem os radicais livres;
- tecnologias que apoiem a reparação dos danos provocados pela radiação UV.
Podemos usá-los no rosto e corpo?
Depende da formulação. Existem produtos especificamente desenvolvidos para rosto ou corpo e outros que podem ser utilizados em ambas as zonas, desde que tenham boa tolerabilidade cutânea e uma textura adequada. O importante é garantir uma aplicação uniforme nas áreas expostas ao sol e escolher produtos adaptados ao tipo de pele e às necessidades de cada pessoa.
Neste contexto, destaca-se a tecnologia ASPA-Fernblock®, presente no Heliocare After Sun UV Repair, desenvolvida para apoiar a reparação dos danos no ADN, diminuir a produção de CPDs e preservar os recetores da vitamina D. (6)
Podem ajudar no caso de escaldões? Ou, nesses casos, há que recorrer a cuidados específicos?
Os cuidados pós-solares podem aliviar o desconforto associado a uma queimadura solar ligeira, ajudando a hidratar, acalmar e restaurar a barreira cutânea. No entanto, quando existe um escaldão importante — com dor intensa, bolhas extensas, febre ou sintomas gerais — trata-se de uma queimadura que poderá necessitar de avaliação médica e de tratamento específico. O objetivo dos cuidados pós-solares não é substituir essa abordagem, mas contribuir para a recuperação da pele nas situações ligeiras e após exposições solares habituais.
Como seria a rotina ideal para um verão protegido?
Uma rotina de fotoproteção eficaz deve assentar numa estratégia integrada, que combine diferentes medidas antes, durante e após a exposição solar.
Antes da exposição
- Aplicar um fotoprotetor de amplo espetro (UVA, UVB e, idealmente, proteção contra luz visível e infravermelha), adequado ao tipo de pele, cerca de 20 a 30 minutos antes da exposição.
- Sempre que indicado, complementar a fotoproteção tópica com fotoproteção oral, que atua como um potenciador da estratégia global de fotoproteção. A fotoproteção oral não substitui o protetor solar, mas ajuda a aumentar a resistência da pele aos efeitos da radiação UV, reforçando os seus mecanismos de defesa antioxidante e contribuindo para minimizar os danos induzidos pela exposição solar.
Durante a exposição
- Reaplicar o fotoprotetor de duas em duas horas e sempre após banho, transpiração intensa ou secagem com toalha.
- Privilegiar medidas de proteção física, como roupa, chapéu e óculos de sol.
- Evitar a exposição nas horas de maior intensidade solar.
Após a exposição
- Limpar suavemente a pele para remover sal, cloro e impurezas.
- Aplicar um cuidado pós-solar que hidrate, acalme e, idealmente, apoie os mecanismos naturais de reparação dos danos provocados pela radiação UV, como o Heliocare After Sun UV Repair, cuja tecnologia ASPA-Fernblock® contribui para a reparação dos danos no ADN, diminui a formação de CPDs e ajuda a preservar os recetores da vitamina D.
- Manter uma boa hidratação e continuar os cuidados diários da pele.
Atualmente, sabemos que uma fotoproteção verdadeiramente completa vai além da aplicação de protetor solar. A combinação de fotoproteção tópica, fotoproteção oral, medidas de proteção física e cuidados pós-exposição constitui uma abordagem abrangente para prevenir os efeitos cumulativos da radiação UV e promover a saúde da pele a curto e longo prazo.





