A música portuguesa despediu-se de um dos seus maiores nomes. Luís Represas morreu no passado dia 22 de julho, aos 69 anos, vítima de um cancro do pulmão, deixando um legado incontornável. O fundador dos Trovante foi recordado na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde familiares, amigos, colegas de profissão, figuras públicas e admiradores se reuniram para lhe prestar uma última homenagem.
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“Foi a voz que uniu Portugal…”
O velório realizou-se na tarde de quinta-feira, 23 de julho, seguindo-se, na tarde de sexta-feira, 24, a cerimónia fúnebre, marcada por momentos de grande emoção e sucessivas demonstrações de carinho para com a família.
No centro de todas as atenções estiveram os quatro filhos do artista, João Nicolau, de 34 anos, Carolina, de 31, Nuno, de 27, e José Alberto, de 23, que permaneceram unidos ao longo de toda a despedida. Também as duas ex-companheiras de Luís Represas marcaram presença. Margarida Pinto Correia, mãe de Nuno e José Alberto, mostrou-se profundamente emocionada, sendo várias vezes amparada pelos filhos e por outros familiares. Já Cristina Thorbjornsen, primeira mulher do cantor e mãe de João Nicolau e Carolina, juntou-se aos restantes familiares para prestar a derradeira homenagem ao músico.
O ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o papel que Luís Represas desempenhou na história recente do país. “Foi a voz que uniu Portugal à volta de Timor-Leste. Foi uma das vozes da nova geração de músicos depois de 1974. Foi subindo, subindo, subindo até atingir o pico na viragem do século. Era a esperança num Portugal novo”.
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Texto: Sofia Pinto (sofia.pinto@worldimpalanet.com) Fotos: Helena Morais, Impala





