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Fomos a Los Angeles conhecer as novidades da Motorola. Do armário digital aos acabamentos premium, saiba tudo

“A Motorola está numa jornada clara para se tornar a referência em tecnologia lifestyle da indústria mobile”. Esta podia ser uma frase dita por algum crítico tecnológico, tirada de um site especializado ou até escrita por algum internauta entusiasta – mas não, foi a própria marca que se quis posicionar: a partir de agora, o mundo tem de saber que a Motorola quer ser mais do que um simples telemóvel, e promete construir todas as suas gamas à volta da personalidade, materiais e acabamentos. 

Testámos os fones da Motorola com cristais Swarovski e não foi só o brilho que nos encantou. Eis o veredito
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É, portanto, uma nova era. Comprada pela Lenovo no longínquo ano de 2014 e regressada a Portugal 10 anos depois, em 2024, a Motorola chegou já com o objetivo de fazer diferente, trazendo cores vibrantes aos seus telemóveis que redefiniram a compra do utilizador. Ora, esta foi uma aposta certeira, uma vez que acabaram por se diferenciar no mercado, e se correu tão bem, porque não fazer disso a sua identidade? Assim, a Motorola quer apostar cada vez mais na diferença, e o início começa aqui. 

“Começámos esta transformação há cerca de três anos, quando decidimos redefinir a estratégia da marca e construir uma proposta de valor diferenciadora”, começou por dizer Daniela Idi, diretora de Marketing da Motorola EMEA, à MAGG. “Queríamos recuperar parte da herança da Motorola, mas ao mesmo tempo criar uma nova razão para as pessoas escolherem a marca. Foi aí que nasceu este posicionamento mais lifestyle, onde juntamos design, materiais premium, inovação e uma experiência mais pessoal”.

E a verdade é que isto acaba por juntar o útil ao agradável. Hoje em dia, o telemóvel é muito mais do que um dispositivo tecnológico – é algo que está connosco o dia inteiro, desde que acordamos à hora em que vamos trabalhar, ao convívio com amigos até ir dormir novamente. Hoje, a Motorola quer que o telemóvel de uma pessoa reflita quem ela é e que seja “uma extensão da identidade”, ligando os seus dispositivos à expressão individual de cada utilizador, e a verdade é que tem vindo a resultar. 

Nunca deixando de lado, claro, a performance, a durabilidade e a sustentabilidade, três pilares tão importantes da marca. “A sustentabilidade, por exemplo, não é apenas comunicação, é consistência. Estamos a utilizar materiais reciclados nas embalagens, materiais sustentáveis nos dispositivos e processos de produção mais responsáveis. Não fazemos grandes campanhas, mas isso é porque preferimos agir de forma concreta e consistente”, explicou Daniela Idi.

E não, a marca não se fica por aqui. Com esta nova mudança de rumo, há novidades escaldantes que prometem redefinir a forma como os utilizadores veem um simples telemóvel, incorporando tecnologias e acabamentos que vão mais além. Desde as madeiras e os veludos utilizados na parte de trás dos dispositivos à nova funcionalidade do Wardrobe, onde vai conseguir montar um outfit apenas e só com peças do seu armário com a ajuda da Inteligência Artificial, uma coisa é certa: a mudança veio mesmo para ficar.

A redefinição da marca Motorola e as suas parcerias 

Ora, como já explicado, há uma clara redefinição da marca Motorola: out com o básico, in com o lifestyle. “Já não se trata apenas de produtos individuais. Trata-se de como é que os desenhamos, de como estamos a construir o nosso ecossistema e de como é que posicionamos a marca como um todo”, começou por explicar Ruben Castano, vice-presidente de Design e Brand da Motorola. “A Motorola fez uma mudança silenciosa e redefiniu a silhueta”. 

Ou seja, agora é para usar os dispositivos como parte de nós, dos nossos outfits, playlists e personalidades. É para apostarmos nas cores vibrantes e arrojadas, sem esquecer os acabamentos – é, no fundo, criarmos a nossa personalidade num telemóvel. “As pessoas passaram do ‘como é o seu sistema?’ para ‘isto tem que ver comigo?’, e em 2026 subimos à passerelle, com engenharia visionária, materiais biodegradáveis e sustentáveis e sempre com estilo”. 

“Há três anos, cerca de 99% dos smartphones vendidos eram pretos ou em cores muito neutras. Hoje, apenas 65% das nossas vendas são em preto. Isso mostra que as pessoas estão abertas a explorar design, cor e personalidade. Quando alguém entra numa loja, identifica imediatamente uma Motorola. As cores chamam a atenção e os materiais também. Nós ‘interrompemos’ visualmente o consumidor”, acrescentou também Daniela Idi, deixando clara a posição da marca. 

Assim, é uma combinação extrema entre cor, materiais e design, que se juntam graças às parcerias que a Motorola conseguiu manter ao longo do tempo: a Pantone, mestre na cor, a Alcantara, mestre no tecido, a Swarovski, mestre na elegância e a Bose, mestre no som. A Swarovski é a única que aparece em dispositivos mais pontuais, nomeadamente numa nova coleção da Motorola cheia de brilho (que já falaremos mais à frente), mas as outras três estão presentes em todos os outros dispositivos. 

Ou seja, o que não faltam aqui são cores icónicas, como o azul escuro ou o roxo berrante, acabamentos de luxo como pele ou madeira, som de alta qualidade e cristais que podem mesmo encadear ao sol. “Estamos a explorar combinações que praticamente nenhuma outra marca está a trabalhar neste momento. O objetivo é oferecer tecnologia de topo, mas com personalidade, emoção e identidade visual muito forte”, acrescentou a diretora de marketing. 

Um novo portfólio: do mais em conta aos premium

Ora, mas além de todos os acabamentos e cores, a verdade é que para tudo isso existir é preciso existir antes a ideia de um novo telemóvel – e não se preocupe, que a Motorola tem novidades fresquinhas no mercado. A começar pela família G, a considerada mais em conta de todo o catálogo, a marca apresenta os novos moto g47, moto g37, moto g37 power e moto g87, todos eles concebidos “para a vida em movimento”, como explicou Ruben Castano, vice-presidente de Design e Brand da Motorola. 

No entanto, vamos a específicos: o moto g37 (desde 249€)promete oferecer um desempenho essencial, com uma câmara de 50MP, um ecrã de 6,67 polegadas e uma bateria de 5200mAh, enquanto que o moto g47 (desde 319€) foi criado para utilizadores que pretendem captar mais detalhes em cada momento, com o mesmo ecrã e a mesma bateria, mas com uma câmara de ultra-resolução de 108MP que promete imagens mais nítidas, para não falar do sensor que ajuda na velocidade do foco. 

Já o moto g37 power (desde 259€) é para quem precisa de um dispositivo que vá mais longe, com uma bateria de 7000mAp, uma câmara de 50MP e um ecrã de 6,67 polegadas – no entanto, conta também com funcionalidade de Inteligência Artificial. Por outro lado, o moto g87 (desde 399€), tem um sensor de ultra-alta resolução de 200MP, um ecrã maior e mais brilhante, uma bateria de 5200mAp e uma tecnologia de áudio muito mais avançada, oferecendo um som até 280% mais potente que o modelo anterior. 

A gama que vem a seguir é a edge, e a Motorola, claro, também tem novidades neste campo. Falamos do motorola edge 70 pro (desde 599€), que chega com “acabamentos com aparência sedosa, inspirados em tecidos e materiais de origem natural”, como explicou o vice-presidente. No entanto, não é a sua única diferenciação: este novo telemóvel vem com sensores de 50MP em todas as câmaras, o que deixa a sua parte da fotografia e vídeo muito mais apetecível para quem preza isso num dispositivo. 

Além disso, é também o telemóvel mais fino e leve de todos os edge, vem com uma bateria de 6500mAp e um ecrã de 6,8 polegadas. Mas, novamente, há outro destaque: este é o telemóvel que vai, a partir de agora, incorporar a nova Collections by Motorola, uma “plataforma de curadoria e colaboração” em que a marca vai lançar várias colaborações com ícones da moda e cultura. Até ao momento, já o fizeram com a FIFA e com a Fórmula 1. 

Por último, mas nada menos importante, a Motorola traz novidades no campo da família razr, a famosa gama que tem os telemóveis dobráveis – e a famosa gama que é, na verdade, a mais cara de toda a marca. “Nos últimos anos aconteceu algo notável: o razr não voltou apenas, ele ajudou a redefinir o telemóvel moderno. Pegámos numa forma icónica e tornámo-la relevante para uma nova geração”, explicou Daniela Vargas, integrante da equipa de marketing da Motorola.

Desta forma, temos três novos dispositivos: o razr 70 (desde 869€), com um ecrã de 6,9 polegadas, um ecrã exterior de 3,63 polegadas, uma câmara exterior de 50MP e interior de 32MP e uma bateria de 4800mAp; o razr 70 plus (desde 1149€), com um ecrã de 6,9 polegadas, um ecrã exterior de 4 polegadas, uma câmara exterior de 50MP e interior de 32MP e uma bateria de 4500mAp; e o razr 70 ultra (desde 1399€), com um ecrã de 6,96 polegadas, um ecrã exterior de 4 polegadas, uma câmara de 50MP exterior e interior e uma bateria de 5000mAp.

O Wardrobe, o bloqueio da foto e a Inteligência Artificial

Mas há mais novidades dentro da família razr que merecem ser destacadas. Em todos eles consegue usar aplicações, verificar notificações, responder a mensagens e até ver vídeos no ecrã exterior, uma vez que a nova gama foi desenvolvida para ser portátil sem comprometer capacidades. Além disso, também todos eles têm incorporadas várias formas de Inteligência Artificial, como a MotoAI, Gemini e Perplexity, deixando assim claro que a Motorola quer apenas e só o melhor para o seu consumidor. 

No entanto, é também na parte das funcionalidades da câmara que esta família se destaca. A começar pelo modo camcorder, um simples gesto de rotação do pulso permite aproximar ou afastar suavemente o zoom durante a gravação, com a câmara a identificar automaticamente o sujeito e fazendo o zoom certo. O groupshot é outra novidade, que diz adeus aos olhos fechados numa fotografia de grupo e usa a Inteligência Artificial para tornar a fotografia perfeita – ou seja, abre os olhos a quem os fechou.

Além disso, também terá acesso à funcionalidade signature style, que aprende automaticamente as preferências de edição do utilizador com base nos ajustes realizados às fotografias anteriores, assim como à funcionalidade frame match, que será certamente uma salvação: aqui, os utilizadores podem bloquear o enquadramento que querem numa fotografia, entregar o telemóvel a outra pessoa, entrar no enquadramento e deixar que as linhas se alinhem com o guia de enquadramento já pré-definido. 

E por último, mas nada menos importante, a família razr vem com uma funcionalidade revolucionária que há muito os fãs de moda, fotografia e estética pediam: um espaço onde fosse possível juntar as peças que temos no armário numa única foto para criar looks dignos de passerelle. Esta é, então, a nova funcionalidade da Google Photos, o Wardrobe, que é apresentado pela primeira vez nesta família da Motorola – ou seja, estará depois disponível noutros dispositivos, mas a família razr é a primeira de todas. 

Aqui, esta nova funcionalidade (disponível a partir do verão) dá uso à Inteligência Artificial e vai identificar as roupas e os acessórios dos utilizadores nas imagens guardadas, gerando assim capturas isoladas e limpas que vão criar um guarda-roupa visual estruturado. A partir daí, vai ser facilmente possível combinar peças, experimentar diferentes visuais e partilhar combinações com amigos, tudo dentro da aplicação Google Photos. Vai, portanto, facilitar a vida em tudo, desde o look para o dia até aos outfits para as férias.

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