Thomas Crown está de volta ao cinema. Praticamente seis décadas depois de ter conquistado Hollywood e quase 30 anos após o remake protagonizado por Pierce Brosnan, a icónica personagem de “O Caso Thomas Crown” regressa aos cinemas em 2027, agora pela mão de Michael B. Jordan. Protagonista, realizador e produtor do novo filme, o ator norte-americano promete uma nova visão de um dos mais elegantes e carismáticos ladrões da história do cinema, onde não faltarão ação, suspense e um intenso jogo de sedução.
Mas comecemos pelo início. Thomas Crown chegou aos cinemas pela primeira vez em 1968, interpretado por Steve McQueen, numa história original escrita por Alan Trustman. A produção contava a história de um milionário que, movido pelo tédio, planeou um assalto perfeito a um banco, acabando por se envolver num intenso jogo de sedução com a investigadora encarregada de o apanhar. Ora, o sucesso da obra transformou a personagem numa referência do cinema e, 31 anos depois, em 1999, Hollywood voltou a apostar na sua história.
Dessa vez aconteceu com Pierce Brosnan ao leme do papel principal, com o nome da produção a não sofrer nenhuma alteração: “The Thomas Crown Affair”. No entanto, apesar dessa nota, o filme não procurou dar continuidade à obra original, mas sim reimaginar a história para uma nova geração. Ou seja, com Pierce Brosnan no papel de Thomas Crown e René Russo como a investigadora, o remake centrou a ação no roubo do quadro “San Giorgio Maggiore ao Entardecer”, de Claude Monet, movido também pela emoção do crime e não pelo dinheiro.
Agora, novamente três décadas depois, Thomas Crown prepara-se para regressar ao cinema a 4 de março de 2027, num filme protagonizado, realizado e produzido por Michael B. Jordan. Depois da estreia bem-sucedida na realização com “Creed III”, o ator norte-americano promete uma abordagem mais contemporânea a este elegante e enigmático milionário, sem abdicar, claro, dos ingredientes que tornaram a saga um clássico: luxo, suspense, inteligência e um intenso jogo de sedução.
Mas ao contrário das versões de 1968 e 1999, em que Thomas Crown roubava sobretudo pelo prazer do desafio, esta nova obra chega com uma motivação diferente. Aqui, o protagonista continua a ser um multimilionário sofisticado e estratega, mas os roubos parecem estar ligados à recuperação de obras de arte e artefactos retirados dos seus países de origem, dando à personagem uma dimensão mais moral e até vigilante – algo que até pode deixar os espectadores mais ligados ao filme, que continua sem alterações no nome.
Contudo, apesar desta mudança, tudo indica que a produção irá manter o duelo entre Thomas Crown e a investigadora encarregada de o apanhar, que aqui será uma antiga agente do FBI interpretada pela atriz Adria Arjona. Além disso, também irá existir um inquietante vilão, cuja personagem vai ser interpretada por Kenneth Branagh, e também estão presentes no elenco Lily Gladstone, Danai Gurira e Pilou Asbæk. Assim, depois de Steve McQueen e Pierce Brosnan, chegou a vez de Michael B. Jordan tentar deixar a sua marca numa personagem clássica do cinema.






