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Assinala 14 anos da morte da mãe Carla Lupi com desabafo marcante: “Já não queria viver”

Sara Norte recorreu às redes sociais para recordar a dor que sentiu e sente pela morte da mãe, Carla Lupi.

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Carla Lupi morreu há 14 anos, no dia 31 de julho de 2012. A comentadora publicou um carrossel de imagens onde aparece ao lado da mãe. Na legenda começou por escrever: “Faz 14 anos que recebi das piores notícias da minha vida. Estava presa e não há palavras que descrevam a impotência que senti. Da dor. Do desespero, dos gritos. Das lágrimas. Dos muros. Da frieza. Daquela cela que me asfixiava. De não acreditar no que se estava a passar. De não poder chorar a morte Dela com os meus. Foram dias de desespero”. Sara Norte revelou que apesar do tempo que passou, ainda sofre pela perda da mãe: “Passados tantos anos ainda choro muitos dias e noites por ela e pergunto-me ‘porquê?’ Durante anos culpei a minha mãe por muitas escolhas dela, mas hoje em dia não a posso julgar. Todos erramos, não somos ninguém para julgar o outro. O que importa é as pessoas serem boas e aceitar as pessoas como são. Ter valores e caráter. A minha mãe tinha isso tudo e acho que muitas vezes não foi compreendida. A minha Mãe teria hoje 60 anos. Ela já não queria viver. Perdeu a esperança e morreu praticamente sozinha. Sem nada”. A atriz acrescentou: “Quando fui presa o estado dela já era muito débil mas deu-me força e coragem mesmo quando ela já não tinha para ela. No dia em que saí da prisão voltei a sentir tudo, voltei ao mundo real sem ela. Tenho saudades. Da alegria dela, da forma como ela cuidava de todos ao seu redor, da voz, do abraço, das comidas e do colo”.

“Faz me reviver tudo”

Ao recordar a morte da mãe, Sara Norte fala também sobre a morte da irmã, Beatriz: “No ano passado tive a honra de ser a minha Mãe na série ‘Desnorte’. Não esperem qualquer tipo de filtro porque a minha mãe não tinha vergonha das suas fragilidades. Tenho muito orgulho em ser filha dela. Deixou três filhos, o Diogo, a Beatriz e eu. Passados sete anos da morte da minha mãe, a Beatriz morreu. Muitas vezes pedi a Deus para me levar para perto delas. Quando for a minha hora vou tranquila porque elas estão à minha espera do sítio de onde me guiam e protegem Perdi o medo da morte. Odeio este dia. Faz-me reviver tudo. Aquela impotência. Há 14 anos estava num banco no pátio de Botafuegos a olhar para o relógio e a imaginar como estariam os meus avós e os meus irmãos. Sabia a hora do funeral e de quando ela foi cremada. E eu ali. Impotente (estava presa por um erro meu, não é isso que está em questão)”.

A comentadora disse por fim: “Hoje vou ver o mar e orar por ti e pela Bia. Devo-te a minha essência. Não me vergo! Não desisto! A tua ‘Palmeirinhas’ “.

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Texto: Redação VIP; Fotos: Redes Sociais; Arquivo Impala;
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